Quarta-feira, 7 de Fevereiro de 2007

não sei porquê, mas lembrei-me

não sei porquê, mas lembrei-me. havia um forte americano montado em cima da cama. cavalos, índios e cowboys, vickie, ilvy e sven, carrinhos e uma carruagem de princesa, bonequinhos moles que dormiam em caixas de fósforos, soldados e cavaleiros aprumados e as armas do cluedo. personagens de uma história recriada ao ritmo das tardes, abertamente negociada sem ressentimentos posteriores, com explosões de emoção, ilvy deixando o vickie para se casar com o cowboy a bordo da bela carruagem puxada pelo cavalo do índio. havia o riso da minha amiga e o cheiro do café com leite e do pão com manteiga. o tempo lambia-me as mãos devagar e a história continuava todos os dias, ora aos tropeções, ora fluindo leve, e iamos aprendendo a impossibilidade de prever todas as hipóteses para o nosso universo, montado todos os dias em cima da cama, diferente de cada vez, com desaparecimentos súbitos de personagens engolidas pelo aspirador e tragédias e catástrofes de plástico partido.  

escrito por divergência instintiva às 02:15

link do post | escrever | favorito
|
1 comentário:
De V.A.D. a 10 de Fevereiro de 2007 às 03:03
A história que construía continuamente, "ora aos tropeções, ora fluindo leve", é como o curso da vida...
Aquilo que hoje são certezas aparentes, podem transformar-se amanhã em realidades distintas. Temos a ilusão do controle, mas não domamos os imprevistos.
Apesar de tudo, a vida tem sabor... :-)

Cumprimentos

escrever

sobre mim

pesquisar

 

Março 2007

Dom
Seg
Ter
Qua
Qui
Sex
Sab
1
2
3
4
5
6
7
8
9
10
11
12
13
14
15
16
17
19
20
21
22
23
24
25
26
27
28
29
30
31

divergências

intervalo

probabilidades

extravio da matéria

liquidez

na lua

não sei porquê, mas lembr...

tempo

pequenas tristezas

silêncios

transparências

convergências

Março 2007

Fevereiro 2007

Janeiro 2007

tags

todas as tags

contar

ligações

subscrever feeds