Domingo, 11 de Fevereiro de 2007

na lua

como no poema de Cecília Meireles

tenho fases como a lua

tenho fases de ser tua

tenho outras de ser sozinha

e, tal como a lua, é a mesma face que projecto nas minhas fases, pois ora a escondo, ora a mostro, ora surge o nevoeiro mais denso e ela fica invisível, ora sou metades, ora sou quartos.

e, tal como a lua, não é minha a luz que devolvo, dependo do avanço contínuo do movimento dos planetas, cometas, estrelas, constelações.

e, tal como a lua, não sou o centro do universo, antes rodopio, aproximo-me e afasto-me ao ritmo das marés.

 

escrito por divergência instintiva às 00:45

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